
Nos desculpem os que não foram, mas na mesa da galera receberam um sonoro: UUUUUUUUUUUUUUUUU, pois deixaram de participar de um evento inefável.



77, onde amigos que nadavam no Clube Tuna Lusa são convidados a treinar Pólo Aquático na piscina da Escola Superior de Educação Física do Pará pelo Professor Joacy Cavalero e outros que foram convidados por um professor de Educação Física chamado Goalberto. Nossa saga começa com as competições do extinto JEB’s (Jogos Escolares Brasileiros) que se realizava em Brasília e em outros estados, sempre realizado em julho nas férias escolares e Campeonato Brasileiro. Bons tempos aqueles, apesar de estarmos em plena ditadura militar. Naquela época treinávamos 5 dias na semana com 3 horas de treinamento, ninguém chegava atrasado, tempo bom ou feio, todos nós estávamos lá para fazer o treino e diga-se que naquela época não tínhamos a bola amarelinha, era uma bola branca tipo de futebol de campo, a amarelinha só apareceu em nossas mãos em dezembro de 1976 no JEB’s de Porto Alegre, imagina você treinar com um tipo de bola totalmente diferente e no campeonato jogar com a oficial que nunca havia sentido nas mãos? Nesta época tínhamos campeonato paraense e escolar, foi uma época boa, apareceu muita gente para treinar, mas poucos duraram e saíram por motivos diversos. Nesta década o atleta Luis Carlos Acácio foi convocado para seleção de novos talentos do Brasil para fazer uma série de treinamentos na Europa. Nos anos oitenta, precisamente em 80 foi o último campeonato paraense que realizamos, a equipe centralizou-se em apenas uma e resolvemos não fazer campeonato, só voltando a realizar nos anos 2000, foi no ano de 83 que começamos a treinar por conta própria e elegemos o Luis Carlos Acácio como nosso jogador líder e treinador. Nesta década conquistamos em 85 em Brasília nosso primeiro título Brasileiro, o da 1ª divisão que classificava os dois primeiros pra divisão especial que sempre se realizava no Rio ou 
Nos anos 90. Em 91 o campeonato novamente foi em Recife na piscina do Sport Clube do Recife, mais um campeonato de alto nível com mais de 11 clubes participando. Com uma política de descobrir novos talentos fora do eixo Rio/São Paulo, Murilo Bachur foi designado pela CBDA para coordenar o evento e fazer uma seleção deste campeonato. Não deu pra ninguém, novamente fomos os donos do pedaço e com um dos jogos mais tensos e empolgantes que já realizamos, foi contra o Náutico de Recife. Tivemos um atleta nosso expulso definitivo sem direito à substituição no final do 1º período, quando o jogo estava 4 X 3 para nós. Jogamos 3 períodos com um a menos, houve discussão, presença da polícia, jogo interrompido por 30 minutos e muita emoção a cada defesa e ataque. No final ganhamos por 14 X 10 com Maurício Bittencourt marcando 10 dos 14 goals. Na final ganhamos mais uma vez do Sport com 6 gols de diferença, Maurício Bittencourt foi mais uma vez artilheiro do campeonato com 52 gols. Sai a convocação da Seleção Brasileira da 1ª Divisão, dos 13, 6 são da ADESEFPa e Maurício Bittencourt é convocado para a Seleção principal que treinaria para o pré-olímpico e consequentemente para as Olimpíadas de Barcelona. Ganhamos mais 3 Brasileiros em 93 em Belém, 95 em Sergipe em 96 na Paraíba, só perdemos a hegemonia em 97 em Recife, mesmo assim em saldo de gols. Começa a renovação do time, mas o relacionamento entre veteranos e calouros não é das melhores. Treinados por Luis Carlos Acácio surge uma garotada que parece ser a renovação do Pólo Aquático em Belém, atletas como os irmãos Moacyr e Eduardo despontam. Mas o grupo se rebela contra os veteranos e acaba treinando em outro clube criando uma rixa. Maurício Bittencourt se muda para São Paulo, Rafael Costa sai de Belém para fazer seu Mestrado e Doutorado.
Nos anos 2000. Em 2001 essa rixa é colocada a prova na volta do campeonato paraense. Maurício Bittencourt viaja de São Paulo para participar desse campeonato, o time da ADESEFPa ganha e acaba com a rivalidade entre os atletas, mesmo assim o time da ADESFPa não se encontra mais como o melhor time de Pólo Aquático do Norte/Nordeste/Centro oeste/Sul. Quase que abandona as competições estaduais por falta de treinamento dos novos e aposentadoria dos veteranos. Em 2006, Maurício Bittencourt volta a morar em Belém e dá nova motivação aos
veteranos e em julho de 2007 voltam a jogar juntos no 1º campeonato da AMPA, Associação Máster de Pólo Aquático, realizado no Paulistano
Um abraço a todos que jogaram no time da ADESFPa: Luis Carlos, Luis Cláudio, Luis César, Luis Celso, Luis Cleber, Paulo Pimenta, Rafael Costa, Felipe Costa, Maurício Bittencourt, Mauro Bittencourt, Sérgio Leão, Jovelino Leão, Ronaldo Arruda, Rinaldo Arruda, Augusto Xavier, Paulo Sérgio, Gonçalo Esteves, Sérgio Bandeira, Jorge Bandeira, Samy Jonhson, José Leivas, Cristian, Moacyr, Eduardo, Márcio, Mauro Oliveira, Abominável. E a todos que colaboraram com o sucesso desse time.


Diretor do BC no mundial de Pólo Aquático
O diretor de Política Monetária do Banco Central, o economista Luiz Fernando Figueiredo, vai trocar o terno e a gravata pelas piscinas. Ele será um dos representantes do Brasil na equipe da categoria masters de pólo aquático que disputará a partir desse domingo 31 o Torneio Mundial da Nova Zelândia.
ISTOÉ – O sr. é mais economista ou mais jogador de pólo aquático? Figueiredo – Jogo pólo desde os 12 anos. Já fui técnico da seleção brasileira. Mas é um hobby no qual afogo o stress. O Banco Central é prioritário.


